terça-feira, 9 de outubro de 2012

Dog lovers



Nós adoramos animais, especialmente cães. Sempre pensei que quando tivesse a minha própria casa ia finalmente conseguir ter a minha matilha e mais alguns animais à mistura, claro.
A verdade é que para ter um jardim zoológico não chega ter carinho para dar como eu nos meus sonhos pensava. Para além dos custos envolvidos é preciso espaço e tempo. Algo que neste momento não temos.
Está visto que quando vemos um cão na rua, na televisão ou na casa de alguém é a loucura. Claro que começo logo a azucrinar-lhe a cabeça que quero um cão! E, como sempre, lá vem ele com o mesmo discurso que não pode ser que não temos condições etc. E pronto, acabo sempre por cair nos sensatos argumentos dele...
Mas se há algo que me parte o coração é ver animais abandonados e maltratados. Acompanho no Facebook diversas Associações de apoio e defesa dos animais e há histórias verdadeiramente tristes. Felizmente existem estas Associações e voluntários que trabalham afincadamente para conseguir finais felizes para aqueles animais.
Portanto, quem reúne todas as condições para ter um animal, ser voluntário ou apadrinhar força! Porque a crise não é justificação para tudo, muito menos para não judarmos.

“Podemos julgar o coração de um homem pela forma como ele trata os animais”. (Kant)


Da ronha à ginjinha


O fim-de-semana passa a correr. Entre almoços de família, jantares com os amigos, jogos de futebol e passeios, das coisas que mais gostamos de fazer ao fim-de-semana (quando é possível) é acordar tomar o pequeno-almoço e voltar para a cama mais uns minutos.
Gosto daqueles dias de Outono em que sabe bem estar enrolada no édredon, beber uma chávena de chá de limão com umas línguas de veado e deitar conversa fora. Adormecer no sofá com o som da televisão e acordar com sorrisos e palhaçadas.
Não gosto de desperdiçar muito tempo a dormir nem estar fechada em casa quando está bom tempo, mas há dias em que é inevitável porque todos os caminhos nos levam à "ronha".
A verdade, é que este fim-de-semana prolongado soube que nem ginjas. E por falar em ginja, têm de visitar a Ginjinha da Sé. Um espaço acolhedor gerido por um casal simpático (ela portuguesa e ele peruano) e que tem, seguramente, a melhor ginjinha de Lisboa! De quinze em quinze dias há as “quintas-feiras peruanas” com petiscos típicos para quem gosta de arriscar. Nós aconselhamos!

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

O comando é MEO


Cá em casa vemos muita televisão. O domínio do comando nem sempre é consensual mas regra geral conseguimos chegar a um consenso. Somos espectadores muito ecléticos e cá em casa vê-se desde debates políticos, canais de história, ou desporto à Casa dos Segredos (sim, e não somos menos inteligentes por isso). Confesso que cá em casa só não se vêem novelas.
Eu sou viciada na SIC Notícias, aliás quem me conhece sabe que sou uma adepta fervorosa da SIC. No fundo acho que este meu vício tem a ver com o facto de ter crescido a ver a SIC (nos anos 90) e de sempre ter sonhado trabalhar na SIC.
Outros dos vícios terríveis que tenho é fazer zapping e ele detesta. Há dias em que não consigo ver o mesmo canal mais do que 5 minutos. E como o MEO me oferece quase 1000 canais o zapping ainda se torna mais apetecível.
Há algum tempo que andamos os dois a sonhar com os canais Sport TV cá em casa, mas para já o orçamento não nos permite. Gostamos os dois de desporto e principalmente de futebol. Mas acredito que no dia que a Sport TV entrasse cá em casa as coisas iam começar a ficar azedas e porquê? Porque ele ia ficar colado ao ecrã, não ia sair de casa e quiçá dormir (tendo em conta que os jogos das ligas de futebol sul americanas dão de madrugada).
Vejo muitas mulheres a rivalizarem com o iphone, ipad, playstation, nitendo e PC’s. Felizmente nunca fiz parte desse grupo mas talvez seja melhor estar sossegadinha e não aderir à Sport TV e tentar manter o domínio do comando. 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A lotaria de lavar a loiça


Quem gosta de lavar a loiça (sim lavar, não é por na máquina de lavar loiça) não pode viver neste planeta. Acho que é das piores tarefas domésticas, o que me vale são mesmo as luvas e o meu amigo Fairy milagroso (aconselho!).
Cá em casa temos uma calendarização semanal desta simpática tarefa para ninguém se esquecer (tipo eu), mas obviamente são raras as semanas que cumprimos. Na verdade, poucas vezes lavamos a loiça depois de comer.
Não sou obsecada com as tarefas domésticas mas gosto de ter a cozinha arrumada (quem me viu e quem me vê). E claro, quando vejo que está a ultrapassar o limite do aceitável começo a resmungar entre dentes e, claro, ele já sabe o que é…
Muito naturalmente lá vai ele em meu socorro, muito calmo, como se nada se passa-se dizer-me que já lava a loiça. Mas, claro, eu não quero esperar tem de ser no momento. E o que é que acaba por acontecer? Acabo por lavara loiça…
No final mais calma e com a cozinha a brilhar digo-lhe que as próximas três vezes são dele, e ele sorri. Acabamos os dois a olhar um para o outro a rirmo-nos porque no fundo eu sou uma exagerada e ele até é um rapaz cooperante e pró-activo nas lides domésticas.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

When boys know how to cooking ?



Eu: Vou fazer arroz de marisco para o almoço.
Ele: Boa!
(Inicio os preparativos e começo a sentir-me observada...)
Ele: Mas não é assim que se faz. Sai lá, deixa-me fazer.
Eu: Mas porquê? Tu nunca fizeste arroz de marisco!
Ele: Tu não tens jeitinho nenhum para fazer estas coisas.
Eu: Desculpa? Eu cozinho há muito mais tempo que tu. Sai!
(Ele continua a cercar-me e a mandar "postas de pescada")
Eu: Sai daqui!
(Entretanto deixo cair alguma coisa porque sou uma desastrada por natureza)
Ele: Vá, vai para a sala que eu faço isto.
(Pronto, rendi-me e fui a resmungar para a sala)
A verdade é que eu gosto de cozinhar e desde que moramos juntos até me surpreendo a mim própria. Mas este rapaz é um verdadeiro aspirante a Chef, e sabe tão bem quando ele cozinha naqueles dias em que a minha costela alentejana não me permite fazer nada...
Escusado será dizer que o arroz estava óptimo, mas não tão bom como o meu claro!

terça-feira, 2 de outubro de 2012

A minha casa chama-se IKEA


 
Não, a minha casa não é a da imagem mas podia ser. Depois de escolhida a casa o passo seguinte foi, naturalmente, a decoração. Foi consensual que a única paragem seria o IKEA. É o sítio ideal para mobiliar espaços pequenos (como o nosso) e conseguir um espaço moderno, criativo e acolhedor.
Cada vez que entro no IKEA apetece-me comprar este mundo e o outro. Sou fã do IKEA ao ponto do meu vizinho já ter dito ao meu namorado que devia bloquear o site do IKEA no PC. Claro que já tenho o cartão IKEA Family e todas as semanas consulto o site para ver as novidades.
Perdemos praticamente seis horas a escolher tecidos, mobílias, utensílios, enfim tudo o que possa imaginar… gastámos mais do que o ordenado mínimo para encher o nosso simpático T0. Não gosto de casas muito cheias, mas a verdade é que dou por mim a pensar que se a minha casinha fosse maior trazia de lá mil e uma coisas de cada vez que lá vou.
Encontrar consenso nas escolhas não foi difícil. Temos os mesmos gostos e já tínhamos algumas ideias de decoração em mente. O pior foi ele conseguir que não me dispersar-se no IKEA Wonderland. Sou algo indecisa nestas coisas e gosto de ver tudo ao pormenor, claro que ele prático e decidido como sempre (ou não) teria conseguido poupar metade do tempo se tivesse feito as compras sozinho.
No final fiquei feliz (e ele esgotado) com as compras (e comigo), conseguimos dar alguma cor e conforto ao nosso lar. Claro que gostava de ter trazido mais coisas mas aos poucos e poucos, ou seja, mês a mês, vamos completando com uma coisinha ao nosso gosto.
A montagem deu uma trabalheira desgraçada. Eu super ansiosa por ver tudo montado até tive alturas em que roguei pragas ao IKEA porque afinal algumas coisas não eram assim tão fáceis de montar (mas no fim, eles tinham razão).
No final, com tudo montado, estávamos felizes. O IKEA tem razão “a felicidade vem de dentro…de casa”.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Era uma vez...


Um jovem casal que decidiu ariscar e partir para uma grande aventura, partilhar uma casa. Foi sensivelmente há um ano que embarcamos neste desafio (constante) de partilhar uma vida. Mas vamos começar pelo princípio.
Vicissitudes da vida forçaram-me a procurar uma casa para viver. Naturalmente pedi ajuda ao meu decidido e prático namorado. Pesquisei vários sites e lá seleccionei algumas casas que me pareceram acolhedoras e com um preço dentro do meu (curtíssimo) orçamento.
Após duas visitas escolhia a “minha” casinha, sim “minha” porque supostamente ia morar sozinha, mas naturalmente e mais rápido do que pensava tive companhia. A casa não era remodelada, mas era acolhedora e, claro, barata!
Passados dois meses de começarmos a viver juntos decidimos assumir perante ambos e os outros que íamos realmente saltar de cabeça para esta aventura (e que aventura…). A minha vida deu uma volta de 180 graus em todos os sentidos.
Eu, teimosa me confesso, sempre disse que no futuro não me via a viver na capital. Achava muito barulhenta, cinzenta e pouco moderna mas, claro, quantas vezes morre o peixe pela boca…Hoje, sou oficialmente apaixonada por Lisboa.
Esta cidade acolheu-me, encantou-me com o seu fado, os becos e ruelas que contam histórias, os miradouros inspiradores, as pessoas, a oferta cultural, enfim…Confesso, nunca me tinha imaginado a morar no bairro mais antigo de Lisboa, Alfama. Virei bairrista e estou a adorar.

P.S – Decidi criar este blogue para partilhar com vocês, que passam pelo mesmo, já passaram ou pensam vir a passar, as minhas aventuras quotidianas. Conto com as vossas histórias e opiniões/sugestões.