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terça-feira, 23 de julho de 2013

Momentos quase perfeitos


Partilhar o mesmo espaço com as minhas amigas e com ele. Olhar à volta e pensar que nos conhecemos há séculos, crescemos juntos e que continuamos iguais a nós mesmos e a gostar genuinamente uns dos outros. Passe o tempo que passar há amigas de sempre e para sempre, e namorados que se conseguem encaixar quase na perfeição nestes momentos. E sim, podemos ter o melhor dos dois mundos no mesmo espaço, no mesmo momento.

P.S - E perfeito é também comer um belo peixe-espada preto grelhado feito por ele com um molho de limão (delicioso) feito por mim, claro! Ver Anselmo Ralph com elas e comer ameijoas à bulhão pato domingo à noite sem deixar de dar um mergulho na praia do Meco, pois claro.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Perspectivas quadradas #3


Confesso que partilhamos de um mal comum - não somos pessoas consensuais, aliás nunca fomos desde miúdos. Com isto quero dizer que não somos daquele tipo de pessoas e, neste caso, casalinho que toda a gente adora. Isso é bom e mau, como tudo. Ou nos adoram ou detestam, é um facto.
A parte boa é que os nossos verdadeiros amigos nos conhecem bem e gostam de nós pelo que somos, por aquilo em que acreditamos, transmitimos e como actuamos. Não nos rotulam pelo aspecto, dinheiro, ideologia, erros ou opções. Infelizmente já nos deparámos com pessoas assim a quem chegámos a chamar amigos. Mas de facto o tempo encarrega-se de nos mostrar quem realmente vale a pena na nossa vida...
Não somos daquele tipo de casal que aceita e concorda com tudo, que prefere passar despercebido e que tem receio de mostrar emoções e emitir opiniões. Gostamos de falar, de discutir, abraçar, rir alto, ás vezes extravasar e valorizamos (se calhar em demasia) a sinceridade e lealdade das pessoas que nos rodeiam. Exigimos aquilo que damos. Mas a verdade é que aprendemos a não criar expectativas demasiado altas em relação ás pessoas. Aprendemos que não podemos exigir que os outros sejam como nós.
Acreditamos que a amizade requer paciência, tolerância, respeito pelas diferenças, lealdade e sinceridade. Não sabemos lidar com pessoas que definem a amizade pelo estatuto social, imagem, interesse e coisas do género. Não acreditamos no politicamente correcto como desculpa para a falta de sinceridade e não nos relacionamos com pessoas que rotulam os outros pelo passado e passam por cima de tudo e de todos por ser belo prazer.
O erro, a desilusão, a ausência e as chatices fazem parte da amizade. Nós já errámos, voltaremos a errar e também já erram connosco e com certeza irão errar. Faz parte. Mas acreditamos que quando a base que une as pessoas é maior do que aquilo que as separa tudo se acaba por compor mais tarde ou mais cedo. Já tivemos provas disso!
No fundo gostamos de pessoas autênticas, que não têm receio das emoções, pessoas simples e de boa conversa, de riso fácil e abraço apertado. Pessoas que nos permitem sermos quem somos e nos tornam pessoas melhores, pessoas que dão sentido à nossa vida e estão sempre genuinamente dispostas a ajudar. Pessoas que sabem como nos chamar à razão e apoiar quando falhamos. Pessoas essas que são os nossos amigos, para quem abrimos (mais recentemente) as portas da nossa casa mas que já moram há muito tempo no nosso coração. Amigos que estão connosco há 10 anos, 5 anos, 1 ano e até à menos tempo. Por mais que não possamos passar o tempo que desejávamos com todos sabemos que quando é necessário não faltam à chamada. Obrigada.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Perspectivas quadradas #1


Podia usar diversos adjectivos como maravilhoso, gratificante, enriquecedor, para dizer como é bom vivermos com alguém que partilha os mesmo valores morais que nós, alguém que não tem medo de viver,que acredita nas pessoas e não tem medo de errar e de se desiludir. Ele inspira-me a ser uma pessoa melhor, a ultrapassar-me. Conheço poucas pessoas com um coração do tamanho do dele, pessoas autênticas que sabem valorizar o que realmente importa na vida.
Passado este anos todos aprendi entre várias coisas a saber ouvi-lo. A aceitar com humildade as críticas e conselhos de alguém que acima de tudo é meu amigo e consegue ser sincero e pragmático nas opiniões. É um amigo que aprendi a respeitar apesar das diferenças que existem e que soubemos ultrapassar ou pelo menos aprender a gerir.
Ele faz-me reflectir sobre as minhas atitudes. Desarma-me quando usa o pragmatismo que o caracteriza para me chamar à razão, quando me faz acreditar no impossível e me comove com actos de amizade com o próximo que já pouco se vê por aí. Gosto realmente da pessoa que ele é não só comigo mas com os outros. 
Não é perfeito nem gostava que fosse porque eu também não o sou. Mas sou feliz por partilhar a minha vida com uma pessoa como ele. Nunca procurei "o" príncipe encantado nem acredito em relações perfeitas mas acredito que há pessoas especiais por aí, pessoas que valem mesmo a pena conhecer, que mudam a nossa vida, que nos transformam e ficam para sempre no nosso coração.

E nos dias em que nada corre bem, em que chegamos cansados, sem confiança e esperança, ter alguém que nos conforta, acarinha e nos ama na mesma medida que nós amamos é das melhores sensações do mundo...

Bons sonhos, até amanhã.

terça-feira, 5 de março de 2013

Falar, talk, parler, sprechen



Gosto bastante destas coisinhas que a Nicola faz e hoje deparei-me com esta imagem e fiquei feita parva a sorrir para o ecrã do PC e pensar. Lá em casa é mais ao contrário eu falo e ele dorme, ou quase. Não sei se é defeito meu ou da maioria das mulheres mas eu falo que me desunho. Falo por mim, por ele, por nós e por todos. Misturo conversas, repito assuntos, sou inoportuna, sei lá...Ele muitas vezes não tem coragem de me mandar calar mas quando dou por mim estou a falar sozinha porque ele já desligou o botão há muito tempo.
Sou conversadora, gosto de debater ideias e opinar, não é que ele não goste mas é um bocado mais comedido. Só me conseguem tirar a fala se tiver doente ou tiver tido um treino daqueles que me deixa com tantas dores que nem vontade de falar tenho... De resto, esteja feliz, chateada, preocupada ou triste gosto de falar. Bem sei que devia ouvir mais e falar menos. Estou melhor, é um facto, mas podia estar bem melhor. Pode ser que melhore com a idade!
A verdade é que que a comunicação é essencial numa relação, seja qual foi o tipo de relação. A falar é que as pessoas se entendem e desentendem, é um facto. Ganhamos por falar e às vezes perdemos, mas é algo incontornável na nossa vida e que temos de saber gerir e gerir palavras não é fácil. Na nossa relação sempre falámos bastante apesar de nem sempre comunicarmos da melhor forma. Não temos temas tabus e somos sinceros nas nossas opiniões, às vezes até demais. Mas isto também advém do facto da nossa relação se basear numa grande amizade.
Todos os dias chego a casa com coisas para contar e ele também. Mas eu não descanso enquanto não lhe contar, parece que vou explodir se guardar tudo! É tão irresistível que às vezes até lhe conto as surpresas que eu e outras pessoas (geralmente, da família) têm para ele. Ele passa-se, pois claro! Este Natal deve ter sido dos poucos em que não lhe disse indirectamente quais eram as prendas dele. O que vale é que ele já se habituou não é defeito é feitio, não é o que dizem por aí?

Partilhar também com vocês que ontem apercebi-me que me tinha esquecido que o concerto dos 10 anos do David Fonseca passou e nós não fomos! Nem queríamos acreditar... Fica para a próxima. Fossemos mais abonados e íamos ao Porto ver o concerto dele e aproveitávamos para comer uma bela francesinha no Capa Negra, que saudades...


Até amanhã!