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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Retornada

Joelhos esfolados, nódoas negras, dores musculares, menos horas de sono, duas horas de treino, competição e...estou de volta ao Voleibol federado passado 5 anos. É como andar de bicicleta quem sabe nunca esquece mas a verdade é que com o passar do tempo e claro da idade perdemos o ritmo. Encontrei caras conhecidas de há muitos anos. Anos em que só queria saber da Escola e do Voleibol e acreditava que era a supra-sumo de Lisboa e arredores e nada me podia parar. Mas parou, a Faculdade, o terminar de uma equipa e o cansaço de muitos anos de competição. Regresso em força, não a 100% nem com a confiança de miúda mas com vontade de evoluir e lutar pelo meu lugar na equipa.
Naturalmente praticar um desporto implica menos horas de disponibilidade horária, física, psicológica e tudo mais. Chegar a casa às tantas da noite, ter alguém à espera para jantar e olhar para o relógio e aperceber-me que o dia passou a correr e que em menos de 6 horas estou de novo em pé. E nestes momentos como noutros é essencial termos alguém que compreenda a importância  e a dimensão das opções que tomamos.
A verdade é que o meu regresso à competição já tinha sido falado lá em casa e claro que ele apoiou-me no primeiro minuto. Conheceu-me a jogar voleibol na Escola, conheceu a minha paixão, dedicação e sempre me incentivou a não desistir. Tal como eu sempre o apoiei em relação ao futebol. O futebol que também sempre faz parte da vida dele (e agora da minha porque não há como não nos envolvermos), primeiro como jogador e agora como treinador. E de facto só quem gosta do que faz consegue suportar chegar a casa quase todos os dias à meia-noite, fazer kilometros e kilometros para treinar, não ter fins-de-semana livres, enfim...
Para as coisas funcionarem numa relação têm de haver cedências mas acima de tudo não cobrar as cedências que fazemos. Não basta aceitarmos, temos de compreender a importância que determinada opção tem na vida de quem está ao nosso lado. Seja exagerada ou não, necessária ou desnecessária, não podemos julgar ou desvalorizar. Fazer uma gestão eficiente do tempo é algo que é necessário mas também acredito que se vai aprendendo. De facto o dia só tem 24 horas e muitas vezes não chega para fazermos tudo o que queremos. Não faz sentido abdicar de algo que gostamos em prol de uma relação porque quando sacrificamos algo que gostamos, que nos faz bem, o resultado não vai ser animador a longo-prazo. Há espaço para tudo ou quase tudo na nossa vida. É questão de saber gerir o tempo, as pessoas e expectativas, essencialmente.



terça-feira, 10 de setembro de 2013

Têm nos dito por aí


- "O casamento muda as pessoas. Não casem".
- "A discordância na educação dos filhos pode ser motivo de divórcio".
- "Emigrem".
- "A vossa geração não vota nem se interessa por política. É uma vergonha".
- "Vocês têm que aprender a poupar".
- "Não se ponham a pau não que ainda vamos voltar aos tempos antes do 25 de Abril".
- "Sintam-se privilegiados por terem o que têm".
- "Chega a uma altura em que é preciso por o sonhos de lado e ser pragmático".
- "A realidade é mais dura do que imaginam".
- "Nunca deixem que a falta de dinheiro vos divida".
- "Escutem os mais velhos que têm mais experiência".
- "Estão na altura certa para arriscar".
- "Nunca deixem de lutar pelos vossos direitos mas não esqueçam os vosso deveres".
- "Gastem dinheiro a viajar. Não há nada melhor para abrir horizontes".
- "Saber viver não é para todos".

...

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Confiança, essa malandra.


A confiança é um bem caro hoje em dia. Não é qualquer um que confia (e sabe confiar) e é confiável. Talvez tenha uma perspectiva bastante Hobbesiana sobre o Homem e o estado de natureza. Mas com isto não quero dizer que concorde que devamos ser pessoas desconfiados, calculistas e irremediavelmente pragmáticas. Mas todo o cuidado é pouco quando lidamos com a nossa raça. E com certeza toda a gente já sentiu isso na pele e isso condicionou ou não pensamentos, ideias e atitudes à posteriori com os outros.
Seja em casa, no trabalho, com amigos, namorado, marido, família, uma relação sem confiança tem os dias contados. Acredito que é a base de qualquer relação e quando esta não existe ou então é quebrada todos os esforços serão em vão para tentar fazer com que as coisas resultem. Cícero dizia que a gratidão é mãe de todas as virtudes e eu, na minha humilde opinião, acho que a confiança é a mãe de qualquer tipo de relação e a que faz com que todos os outros elementos da relação existiam, coexistam e evoluam.
É incrível como muitas vezes conseguimos gerar confiança rapidamente com algumas pessoas e outras estamos uma vida inteira para a alcançar. Incrível ainda quando ousamos depositar a nossa confiança em alguém como se fosse um dos bens mais preciosos que temos (e provavelmente é) e quando essa confiança não é correspondida ou é corrompida nos sentimos nus, desiludidos, frustrados, tristes. No fundo faz tudo parte da nossa capacidade de gerir expectativas, e isto não é claramente uma capacidade que nasça connosco, aprende-se dizem. Uns mais cedo que outros, uns mais rápido, outros mais lentos mas custa a enraizar-se em nós. Acho que não é fácil para ninguém agir, confiar ou sequer viver sem criar expectativas. Todos criamos as nossas, umas mais pragmáticas, outras mais idealistas mas todos as temos, e muitas vezes a desilusão, frustração, desconfiança vem da nossa incapacidade de saber gerir expectativas.
Precisamos de confiar para viver de forma equilibrada. Confiar em nós (principalmente), na nossa família, namorado, marido, cão, gato, no nosso Trabalho e em quem trabalha connosco, e claro nos nossos amigos. Sem esta base qualquer relação se torna meio cizento-rato, fria, distante e acaba por se perder no tempo. É importante mantermos a cabeça e o coração com a janela aberta e os olhinhos também porque há muito boa gente que não quer ver/aceitar a realidade acreditando somente naquilo que criou na sua cabeçinha. Mesmo assim  acredito que vale a pena correr o risco de confiar e desiludir-me do que não confiar e viver na expectativa, mas isto sou eu.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Temas que criam clivagens entre os pombinhos


  • Televisão
  • Arrumação/Organização
  • Cozinhar
  • Limpar a casa
  • Família (sogros, irmãos, tios, primos)
  • Educação dos filhos
  • Clubes desportivos
  • Política
  • Sexo
  • Música
  • Tempo
  • Ambição profissional (ou ausência dela)
  • Tabaco e outros
  • Álcool
  • Dinheiro 
  • Amigos
  • Desporto
  • Ciúmes
  • Desemprego
  • Liberdade
  • Definição de prioridades
  • Sentido de humor
  • Equipamentos electrónicos (playstation, iphone, ipad etc)
  • Redes Sociais
  • Passado

Para já não tenho imaginação para mais. Se se lembrarem de mais alguma coisa acrescentem, pf. Com certeza as vossas mentes serão mais criativas que a minha que nos últimos dias está mergulhada em músicas populares, cerveja e sardinhas.

terça-feira, 11 de junho de 2013

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Casos bicudos

Já passou o dia da Mãe, ontem foi o dia da Família e hoje apeteceu-me partilhar este texto do Domingos Amaral sobre quem mais se tem falado nos últimos dias, e que reflecte um pouco ou muito (dependendo da perspectiva) do que significa ser Mãe e do que é o sentido de família.
De acordo com as noticias dos media também é de bater palminhas à postura do marido (Brad Pitt) face a esta situação, o que reforça o importante papel dos companheiros nestes (e noutros) casos. Ser marido/namorado é ser acima de tudo amigo, companheiro e confidente.

Angelina Jolie e a importância da mãe para uma mulher

Para uma mulher, o que aconteceu à sua mãe é sempre uma visão possível do seu próprio futuro.
Seja no amor, seja na família, seja na saúde, as filhas olham para as mães e pensam no que serão ou poderão ser.
Assim foi também com Angelina Jolie, uma das mais belas mulheres do mundo. A sua mãe sofreu uma doença terrível e morreu ainda nova, com 50 e tal anos.
Angelina assistiu a tudo e tudo viu, e foi esse exemplo que a marcou. A mãe não caçou o cancro a tempo e depois nunca mais o caçou.
Devia ser nisso que Angelina pensava, todos os dias desde esse dia em que a mãe morreu.
Uma mulher, qualquer mulher, pensa na sua mãe todos os dias, esteja ela viva ou morta, e Angelina, apesar de ser uma das mais belas mulheres do mundo, não é diferente das outras mulheres.
Ela tinha medo, medo que o que aconteceu à sua mãe se repetisse nela, medo que o mundo fosse igualmente cruel com ela como foi com a mãe, e provavelmente não suportava mais essa ideia.
Acredito que foi isso que a fez realizar uma operação preventiva para impedir que se passasse com ela o que se passara anos antes com a mãe.
As mulheres querem ser sempre como as mães, excepto na infelicidade, e Angelina sabia que ela tinha, ao contrário da mãe, a possibilidade de fintar o destino.
Foi isso que ela fez, evitar o destino da mãe, e com isso pensar no futuro das suas filhas, pois agora elas vão ter a sorte que Angelina não teve, de poder ter a mãe mais anos com elas. 
Deve ter sido uma decisão muito dura e muito complicada para uma mulher, mas grandiosa e de uma profunda humanidade, sacrificando a glória do presente em nome de um futuro mais tranquilo.
Angelina Jolie é uma das mais belas mulheres do mundo e tinha umas maminhas lindas, que infelizmente o mundo viu poucas vezes, pois ela só as mostrou em poucos filmes, especialmente antes de se tornar uma das mais bem pagas actrizes do mundo.
Agora, o mundo não mais verá esse peito lindo, mas Angelina tem a sorte de ter descoberto uma forma bonita de homenagear a sua mãe. 
É uma forma suprema de amor, de amor de mãe e de amor à mãe. 

Boa noite!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Patrão fora dia santo na Loja

Pois que ele foi para Amesterdão ver a paixão dele e eu fiquei cá com o coração nas mãos a pensar na viagem de carro de quase 24 horas. Mas confesso que já estou a tirar proveito da minha casinha só para mim, nomeadamente da cama, da televisão e da casa de banho de manha. Pequenos privilégios que estou a curtir antes do "patrão" regressar. Também estou a aproveitar para por a leitura em dia, começar finalmente a fazer um plano de negócios e marcar os malditos cafés que andam pendentes há tanto tempo. Ha que tirar a barriga da miséria durante os próximos 5 dias! Também sabe bem estar sozinha, fazer as coisas ao meu tempo e outros programas de gaja. No fundo ser egoísta e todos precisamos de o ser um bocadinho e as vezes podemos cair no erro de nos esquecer disso.
Claro que com o passar dos dias as saudades começar a bater a porta, a cama vazia ja não sabe tão bem, chegamos a conclusão que e bom termos companhia a mesa, entre outras coisas. Mas faz parte, faz parte ter saudades sejamos novos ou velhos, estejamos juntos há muito ou pouco tempo. Porque no fundo todos gostamos de ter a companhia da nossa (suposta) cara-metade. Mas saber lidar com a saudade, a distância e o tempo também definem e determinam um relacionamento. E de repente dei por mim a pensar se esta ausência fosse mais regular, se ele tivesse de ir para outra cidade ou pais trabalhar (que começa a ser uma hipótese viável) como seria a nossa relação? Como e que eu iria reagir? Ficava ou ia? Será que a distância muda totalmente uma relação? Sobreviveríamos? Quem sabe...

terça-feira, 7 de maio de 2013

Coisas daqui e dali


- Tirei do armário a roupa de verão e já me arrependi...
- Não resisto em deixar a toalha do banho em cima da cama.
- Já comemos as primeiras caracoletas assadas deste ano.
- Lanchei/jantei com as melhores amigas do planeta e arredores.
- Abrimos a época de churrascos de Verão no pátio.
- Quando entro em casa só cheira a velas do IKEA...
- A minha querida V. está com uma barriga de grávida linda.
- Ele vai a Amesterdão ver a Final da Liga Europa. Já fiz a minha lista de presentes!
- O meu campeonato de Voleibol terminou e eu estou triste.
- Parti um copo com vinho no chão do meu vizinho a ver o Benfica ontem.
- Ele tem-se escapado bem das tarefas domésticas. Mas não espera pela demora...
- O Lambrusco do Pingo Doce é melhor do que o do Lidl.
- As minhas botas da Timberland estão uma lástima.
- A equipa dele assegurou a manutenção no campeonato Nacional e fizemos a festa.
- Provei a Sagres Radler e gostei. Parece-me uma boa e barata substituta para a "desperados".
- Prefiro amendoins a tremoços ao contrário dele e isso chateia-me.
- Ele não gosta de por creme hidratante. Deve achar que aquela pele de miúdo vai durar para sempre...
- Abriu ao pé de nós um restaurante de seu nome Santa Clara dos Cogumelos. Adivinham qual é a especialidade? Passem por lá!
- Voltei às corridas outdoor, à meditação e às leituras.
- Os vizinhos do 56 vão-se embora e a casa (T0+1) está para alugar! Se quiserem ser meus vizinhos e saberem mais pormenores enviem email. Confesso que até tenho medo da vizinhança que possa chegar...
- Adoro perder-me nos corredores do Pingo Doce de Telheiras.
- Já temos uma frigideira decente para fazer ovos mexidos com farinheira e panquecas!
E por último, mas não menos importante, continuamos a acreditar que o nosso Benfica vai ser campeão nacional. Qual é o português/benfiquista que não gosta de sofrer até à última!? Vá, deixem-se de tretas.

Pena esta semana não haver um feriado. Já estou em contagem decrescente para o fim-de-semana que se avizinha agitado como o último...

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Lições


Quando levamos os problemas do trabalho para casa e vice-versa, consciente ou inconscientemente, o resultado não é animador... Vão por mim.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Perspectivas quadradas #3


Confesso que partilhamos de um mal comum - não somos pessoas consensuais, aliás nunca fomos desde miúdos. Com isto quero dizer que não somos daquele tipo de pessoas e, neste caso, casalinho que toda a gente adora. Isso é bom e mau, como tudo. Ou nos adoram ou detestam, é um facto.
A parte boa é que os nossos verdadeiros amigos nos conhecem bem e gostam de nós pelo que somos, por aquilo em que acreditamos, transmitimos e como actuamos. Não nos rotulam pelo aspecto, dinheiro, ideologia, erros ou opções. Infelizmente já nos deparámos com pessoas assim a quem chegámos a chamar amigos. Mas de facto o tempo encarrega-se de nos mostrar quem realmente vale a pena na nossa vida...
Não somos daquele tipo de casal que aceita e concorda com tudo, que prefere passar despercebido e que tem receio de mostrar emoções e emitir opiniões. Gostamos de falar, de discutir, abraçar, rir alto, ás vezes extravasar e valorizamos (se calhar em demasia) a sinceridade e lealdade das pessoas que nos rodeiam. Exigimos aquilo que damos. Mas a verdade é que aprendemos a não criar expectativas demasiado altas em relação ás pessoas. Aprendemos que não podemos exigir que os outros sejam como nós.
Acreditamos que a amizade requer paciência, tolerância, respeito pelas diferenças, lealdade e sinceridade. Não sabemos lidar com pessoas que definem a amizade pelo estatuto social, imagem, interesse e coisas do género. Não acreditamos no politicamente correcto como desculpa para a falta de sinceridade e não nos relacionamos com pessoas que rotulam os outros pelo passado e passam por cima de tudo e de todos por ser belo prazer.
O erro, a desilusão, a ausência e as chatices fazem parte da amizade. Nós já errámos, voltaremos a errar e também já erram connosco e com certeza irão errar. Faz parte. Mas acreditamos que quando a base que une as pessoas é maior do que aquilo que as separa tudo se acaba por compor mais tarde ou mais cedo. Já tivemos provas disso!
No fundo gostamos de pessoas autênticas, que não têm receio das emoções, pessoas simples e de boa conversa, de riso fácil e abraço apertado. Pessoas que nos permitem sermos quem somos e nos tornam pessoas melhores, pessoas que dão sentido à nossa vida e estão sempre genuinamente dispostas a ajudar. Pessoas que sabem como nos chamar à razão e apoiar quando falhamos. Pessoas essas que são os nossos amigos, para quem abrimos (mais recentemente) as portas da nossa casa mas que já moram há muito tempo no nosso coração. Amigos que estão connosco há 10 anos, 5 anos, 1 ano e até à menos tempo. Por mais que não possamos passar o tempo que desejávamos com todos sabemos que quando é necessário não faltam à chamada. Obrigada.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Perspectivas quadradas #2


Adoro o facto de ele me fazer rir... de aturar as minhas birras do sono, perceber através de um olhar ou gesto que estou pensativa ou preocupada e outros pormenores só nossos... A cumplicidade que conseguimos construir ao longo do tempo é mágica. Há dias em que damos por nós a exclamar de admiração como é que passado estes anos todos gostamos ainda mais um do outro e somos genuinamente felizes.
É verdade que manter um relacionamento saudável não é tarefa fácil, exige muito trabalho e, como é natural, há dias em que não estamos para aí virados...Há dias em que só olhamos para o nosso umbigo, não temos paciência e só queremos estar sossegados e que o mundo se lixe.
Acho que não conheço um relacionamento perfeito, não há casais que não discutam, que não tenham maus dias ou fases menos boas, e se existem são extraterrestres! Um relacionamento dá trabalho, muito trabalho, trocando por miúdos dá-nos muitas dores de cabeça e ás vezes deixa-nos com os nervos em franja. Na verdade exige muito trabalho diário de ambas as partes mas em compensação os frutos que colhemos do que plantamos vale muito a pena. 
Costumo dizer que adoro ser comprometida, namorar, viver junto e essas "mariquices" todas. Também é verdade que já não sei o que é a vida de solteira mas também não a invejo nem sou saudosista  Claro que tem coisas boas mas confesso que olhando à minha volta cheguei à conclusão que muitas vezes vale mais estar sozinho do que mal acompanhado. 
Apesar de ser uma bruta de primeiro também tenho o meu "quê" de romântica e acredito no mais profundo íntimo do meu ser que não há ninguém que goste realmente de estar sozinho, podemos gostar um dia, dois ou um mão cheia deles mas a solidão não cai bem a ninguém e não há amigos que substituam ou compensem vivermos sem uma paixão, amor ou que quiserem chamar, na nossa vida.
Estar apaixonado, namorar e arrisco-me a dizer casar vale a pena. Claro que convém ser com a pessoa certa, e claro que isso é relativo como sabemos. Mas com isto não quero dizer que a pessoa certa é aquela com todos as características que sonhámos porque isso não existe. Como não existe amor ou paixão sem "sangue, suor e lágrimas". Naturalmente "passamos" por pessoas "erradas" até encontrarmos a pessoa "certa" e até há quem nunca a encontre mas acho que tentar vale sempre a pena, dentro do aceitável. Mas também acho essencial estarmos preparados para as consequências que o arriscar implica e andarmos com os olhinhos bem abertos e cabeça fresca para aceitar que cada pessoa tem a sua história, o seu tempo e personalidade que a condiciona. E quem não está para aí virado que se mantenha solteiro e não chateie nem faça a malta perder tempo.

Boa semana!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

quinta-feira, 28 de março de 2013

Indecisões da Páscoa


Tive uma educação católica apesar de católica ter pouco mas gosto de manter as tradições vivas. Esta vai ser a nossa segunda Páscoa juntos e claro que quero ter uma mesa compostinha lá em casa para nós e para as visitas. Ele não passa grande cartão à Páscoa e de católico não tem mesmo nada, mas é um facto que a Páscoa é mais um motivo para celebramos e nós somos um casal dado a celebrações. Já andei a pesquisar curiosidades sobre a Páscoa, porque o que aprendi na catequese e na Faculdade já me esqueceu, e de facto há pormenores que a maioria das pessoas desconhece. Sejamos católicos ou não é uma temática que faz parte da cultura geral. Para além disso somos um país de tradições e com a crise de valores que passamos estes pequenos momentos ajudam (ou não) a reforçar laços familiares e alguns valores. Claro que há muitas famílias que não ligam patavina a isto e não são piores por isso. Mas pior vai ser mesmo decidir o que comprarmos. Como habitualmente ficou tudo para a última...e até tem a sua piada, não fossemos nós portugueses de gema.

Sugestões:

Prato
Cabrito vs Borrego



Doces
Folar vs Ninho de Páscoa



Bebida
Vinho tinto vs Vinho branco



Amêndoas
Tradicionais vs Chocolate preto/branco




Decoração
Girrasóis ou Trigo




Boa Páscoa e bom fim-de-semana prolongado!

quinta-feira, 21 de março de 2013

Um q de filosofia


Esta crise por que estamos a passar, uns mais que outros, tem-nos ensinado muitas coisas. Nomeadamente que a nossa felicidade (a minha e a dele porque "cada cabeça sua sentença") não deve nem pode depender de bens materiais. Claro que seria uma hipocrisia estar para aqui a dizer que o dinheiro não trás felicidade, porque trás e muita! Permite-nos ter e fazer um molho de coisas que gostamos, mas condicionar o conceito de "felicidade" a isto é muito redutor.
Quando cada um vivia na casinha da sua família estávamos bem distantes da realidade do que é gerir um orçamento familiar, principalmente ele. Agora que vivemos juntos tivemos que reeducar hábitos, ter restrições, aprender a gerir o dinheiro e acima de tudo prioridades para gastá-lo. Ser gestor não é fácil, aceitar certas constrangimentos que antes não existiam muito menos, pensar no casal e na casa antes de nós próprios é complexo inicialmente, mas faz parte do processo. É tudo uma questão de mentalidade e maturidade também.
Já passei pelo desemprego e agora, infelizmente, é ele. Viver com este fardo custa bastante porque envolve muita coisa que nem todos os dias conseguimos gerir e digerir. É duro para o desempregado e para quem está ao lado. Há dias pretos, cinzentos e mais coloridos. E enquanto casal é essencial haver união, paciência e força para que esta situação não afecte mais do deve a relação.
Com tudo o que temos passado nos últimos tempos aprendemos a apreciar mais e melhor o que a vida nos oferece e que é muito. Mas muitas vezes estamos tão focados no nosso umbigo, nas nossas preocupações e desejos que nos esquecemos de ver o que está à nossa volta e que é único e precioso.
Claro que somos todos diferentes, temos perspectivas, experiências, maturidade e objectivos diferentes. Cada pessoa compreende a felicidade à sua maneira e não pior nem melhor por isso. É importante saber respeitar as diferenças e não julgar as pessoas. E acima de tudo sermos felizes, lutarmos pela nossa felicidade seja o que for e esteja onde estiver.

E que comece a contagem decrescente para sexta-feira!

sexta-feira, 15 de março de 2013

Amizades e amigos


Nos últimos dias tenho pensado o quanto muitas vezes as pessoas descuram as amizades em prol de um relacionamento. Ás vezes tendo consciência outras nem tanto. Tentam desculpar, disfarçam, dão desculpas ou simplesmente desligam-se naturalmente achando que os outros compreendem e que faz parte. Não é bem assim.
Os amigos são para as ocasiões como se diz é um facto, mas qualquer relacionamento precisa de ser alimentado. Um relacionamento amoroso não substitui ou compensa uma amizade. É certo que gerir bem o tempo não é fácil, é difícil conciliar tudo e estarmos com toda a gente. Até ver o dia só tem 24 horas e para além de dormir e outras coisas mais passamos a maioria do tempo a trabalhar.
Claro que existem prioridades e cada um sabe das suas. Mas quando as definimos temos de estar preparados paras as consequências. As pessoas não são descartáveis e não podemos desligar o botão dos amigos quanto estamos num relacionamento. Por mais apaixonados, encantados e felizes que estejamos. 
Os amigos verdadeiros serão sempre parte integrante da nossa vida e se os afastamos estamos a perder  também o quem somos com eles, e muitas vezes não temos discernimento para perceber isso. A percepção de que precisamos dos amigos, que eles são a família que escolhemos e que são pilares da nossa vida e quando abdicamos desses pilares naturalmente vamos desequilibrar toda a estrutura.
Nem sempre quem está ao nosso lado num relacionamento compreende a importância de manter as amizades vivas, de aceitar que existem outras esferas que não podem/devem ser eliminadas e que só somos felizes se conseguirmos equilibrar tudo. Mas é trabalho de cada de cada um de nós relembrar, reforçar e conseguir que quem ao nosso lado compreenda e aceite isso.
Acima de tudo acho importante ás vezes pararmos no tempo, olharmos à nossa volta, analisarmos a nossa postura e agirmos de acordo com a nossa consciência. Percepções e opiniões diferentes, orgulho, teimosia, vergonha e sei lá mais o quê não devem ser impeditivos de mantermos ou recuperarmos as nossas amizades. Todos erramos, ás vezes não conseguimos ver o erro ou aceitá-lo e resolvê-lo mas tentar não custa nada. 


Bom fim-de-semana! 
Sejam felizes.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Perspectivas quadradas #1


Podia usar diversos adjectivos como maravilhoso, gratificante, enriquecedor, para dizer como é bom vivermos com alguém que partilha os mesmo valores morais que nós, alguém que não tem medo de viver,que acredita nas pessoas e não tem medo de errar e de se desiludir. Ele inspira-me a ser uma pessoa melhor, a ultrapassar-me. Conheço poucas pessoas com um coração do tamanho do dele, pessoas autênticas que sabem valorizar o que realmente importa na vida.
Passado este anos todos aprendi entre várias coisas a saber ouvi-lo. A aceitar com humildade as críticas e conselhos de alguém que acima de tudo é meu amigo e consegue ser sincero e pragmático nas opiniões. É um amigo que aprendi a respeitar apesar das diferenças que existem e que soubemos ultrapassar ou pelo menos aprender a gerir.
Ele faz-me reflectir sobre as minhas atitudes. Desarma-me quando usa o pragmatismo que o caracteriza para me chamar à razão, quando me faz acreditar no impossível e me comove com actos de amizade com o próximo que já pouco se vê por aí. Gosto realmente da pessoa que ele é não só comigo mas com os outros. 
Não é perfeito nem gostava que fosse porque eu também não o sou. Mas sou feliz por partilhar a minha vida com uma pessoa como ele. Nunca procurei "o" príncipe encantado nem acredito em relações perfeitas mas acredito que há pessoas especiais por aí, pessoas que valem mesmo a pena conhecer, que mudam a nossa vida, que nos transformam e ficam para sempre no nosso coração.

E nos dias em que nada corre bem, em que chegamos cansados, sem confiança e esperança, ter alguém que nos conforta, acarinha e nos ama na mesma medida que nós amamos é das melhores sensações do mundo...

Bons sonhos, até amanhã.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Adeus Fevereiro!


Esta semana tem sido de tal maneira preenchida que mal tenho tido de tempo para me coçar. Ainda não conseguimos fazer a nossa visita semanal a casa do nosso amigo Jerónimo Martins, eu não consegui ir ao cabeleireiro cortar este cabelo que já não se parece com nada, a roupa para passar está a acumular-se, enfim...Entre aniversários, treinos, futebol e sabe-se lá mais o quê dormir antes das 2/3 da manhã tem sido uma miragem.
Ele continua na saga da procura de trabalho. Acho que é a primeira vez que ele se depara com a dura realidade de que encontrar trabalho na área dele é quase um mito...Ser professor não compensa neste país. O melhor que há a fazer neste momento é adaptarmo-nos ao mercado e procurar alternativas. Quem sabe a solução não passe a longo-prazo por sair do país, não era o nosso desejo mas pode ser o mais viável para o nosso futuro, principalmente para a carreira dele.
Posto isto, o mês de Fevereiro termina hoje e amanhã chega o simpático mês de Março. Espero que com mais sol e boas notícias. Por aqui estamos optimistas. De referir também que a plantinha que comprei no IKEA há uns tempos para enfeitar a nossa rica cozinha parece estar com uma infestação qualquer. Ele bem insisti que ela está enferma e que a devíamos deitar fora mas não tenho coragem...Contrariamente, a planta de manjericão está bonita e vistosa com um cheirinho que só dá vontade de fazer um bom pesto para o jantar.


Até amanhã! Bem-vindo querido mês de Março.