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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Retornada

Joelhos esfolados, nódoas negras, dores musculares, menos horas de sono, duas horas de treino, competição e...estou de volta ao Voleibol federado passado 5 anos. É como andar de bicicleta quem sabe nunca esquece mas a verdade é que com o passar do tempo e claro da idade perdemos o ritmo. Encontrei caras conhecidas de há muitos anos. Anos em que só queria saber da Escola e do Voleibol e acreditava que era a supra-sumo de Lisboa e arredores e nada me podia parar. Mas parou, a Faculdade, o terminar de uma equipa e o cansaço de muitos anos de competição. Regresso em força, não a 100% nem com a confiança de miúda mas com vontade de evoluir e lutar pelo meu lugar na equipa.
Naturalmente praticar um desporto implica menos horas de disponibilidade horária, física, psicológica e tudo mais. Chegar a casa às tantas da noite, ter alguém à espera para jantar e olhar para o relógio e aperceber-me que o dia passou a correr e que em menos de 6 horas estou de novo em pé. E nestes momentos como noutros é essencial termos alguém que compreenda a importância  e a dimensão das opções que tomamos.
A verdade é que o meu regresso à competição já tinha sido falado lá em casa e claro que ele apoiou-me no primeiro minuto. Conheceu-me a jogar voleibol na Escola, conheceu a minha paixão, dedicação e sempre me incentivou a não desistir. Tal como eu sempre o apoiei em relação ao futebol. O futebol que também sempre faz parte da vida dele (e agora da minha porque não há como não nos envolvermos), primeiro como jogador e agora como treinador. E de facto só quem gosta do que faz consegue suportar chegar a casa quase todos os dias à meia-noite, fazer kilometros e kilometros para treinar, não ter fins-de-semana livres, enfim...
Para as coisas funcionarem numa relação têm de haver cedências mas acima de tudo não cobrar as cedências que fazemos. Não basta aceitarmos, temos de compreender a importância que determinada opção tem na vida de quem está ao nosso lado. Seja exagerada ou não, necessária ou desnecessária, não podemos julgar ou desvalorizar. Fazer uma gestão eficiente do tempo é algo que é necessário mas também acredito que se vai aprendendo. De facto o dia só tem 24 horas e muitas vezes não chega para fazermos tudo o que queremos. Não faz sentido abdicar de algo que gostamos em prol de uma relação porque quando sacrificamos algo que gostamos, que nos faz bem, o resultado não vai ser animador a longo-prazo. Há espaço para tudo ou quase tudo na nossa vida. É questão de saber gerir o tempo, as pessoas e expectativas, essencialmente.



terça-feira, 10 de setembro de 2013

Têm nos dito por aí


- "O casamento muda as pessoas. Não casem".
- "A discordância na educação dos filhos pode ser motivo de divórcio".
- "Emigrem".
- "A vossa geração não vota nem se interessa por política. É uma vergonha".
- "Vocês têm que aprender a poupar".
- "Não se ponham a pau não que ainda vamos voltar aos tempos antes do 25 de Abril".
- "Sintam-se privilegiados por terem o que têm".
- "Chega a uma altura em que é preciso por o sonhos de lado e ser pragmático".
- "A realidade é mais dura do que imaginam".
- "Nunca deixem que a falta de dinheiro vos divida".
- "Escutem os mais velhos que têm mais experiência".
- "Estão na altura certa para arriscar".
- "Nunca deixem de lutar pelos vossos direitos mas não esqueçam os vosso deveres".
- "Gastem dinheiro a viajar. Não há nada melhor para abrir horizontes".
- "Saber viver não é para todos".

...

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Eles andam cá por casa


Ás vezes tenho a sensação que os "alter egos" do Ronaldo e do Mourinho vivem cá em casa. Só ainda não descobri quem é o Ronaldo e quem é o Mourinho. Têm "egos" tão parecidos e de tal tamanho que é difícil distingui-los...

quarta-feira, 31 de julho de 2013

1 minuto da vossa preciosa atenção

Apanhei este texto algures e decidi partilhar com vocês.


“A minha mulher adoeceu. Estava constantemente nervosa por causa dos seus problemas no trabalho, vida pessoal e das suas falhas e problemas com os nossos filhos. Perdeu cerca de 13 quilos e pesava pouco mais de 40 quilos aos 35 anos. Ficou demasiado magra e chorava constantemente. Não era uma mulher feliz. Tinha dores de cabeça constantes, dores no peito e tensão muscular nas costas. Não dormia bem, adormecia somente de madrugada e cansava-se muito durante o dia. A nossa relação estava à beira da ruptura. A sua beleza começava a abandoná-la. Tinha papos debaixo dos olhos, andava sempre desgrenhada e parou completamente de cuidar de si. Recusava trabalhar no cinema e rejeitou vários papéis. Perdi a esperança e pensava que nos divorciaríamos em breve… Foi então que decidi tomar algumas medidas. Afinal, eu tenho a mulher mais bonita do mundo. Ela é a mulher ideal para metade dos homens e mulheres do planeta e eu era o único a ter o privilégio de adormecer ao seu lado e de poder abraçá-la. Comecei a mimá-la com flores, beijos e muitos elogios. Surpreendia-a e tentava agradá-la em todos os momentos. Enchi-a de presentes e comecei a viver apenas para ela. Só falava em público a seu respeito e relacionava todos os assuntos com ela, de alguma forma. Elogiei-a a sós e em frente a todos os nossos amigos. Podem não acreditar, mas ela começou a renascer, a florescer… Tornou-se ainda melhor do que era antes. Ganhou peso, deixou de andar nervosa e ama-me ainda mais do que antes. Eu nem sabia que ela podia amar tão intensamente. E então percebi: ‘A mulher é o reflexo do seu homem’”.

Texto publicado na revista americana “Identity Magazine”, sob o título “Um Segredo de Amor” por Brad Pitt

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Confiança, essa malandra.


A confiança é um bem caro hoje em dia. Não é qualquer um que confia (e sabe confiar) e é confiável. Talvez tenha uma perspectiva bastante Hobbesiana sobre o Homem e o estado de natureza. Mas com isto não quero dizer que concorde que devamos ser pessoas desconfiados, calculistas e irremediavelmente pragmáticas. Mas todo o cuidado é pouco quando lidamos com a nossa raça. E com certeza toda a gente já sentiu isso na pele e isso condicionou ou não pensamentos, ideias e atitudes à posteriori com os outros.
Seja em casa, no trabalho, com amigos, namorado, marido, família, uma relação sem confiança tem os dias contados. Acredito que é a base de qualquer relação e quando esta não existe ou então é quebrada todos os esforços serão em vão para tentar fazer com que as coisas resultem. Cícero dizia que a gratidão é mãe de todas as virtudes e eu, na minha humilde opinião, acho que a confiança é a mãe de qualquer tipo de relação e a que faz com que todos os outros elementos da relação existiam, coexistam e evoluam.
É incrível como muitas vezes conseguimos gerar confiança rapidamente com algumas pessoas e outras estamos uma vida inteira para a alcançar. Incrível ainda quando ousamos depositar a nossa confiança em alguém como se fosse um dos bens mais preciosos que temos (e provavelmente é) e quando essa confiança não é correspondida ou é corrompida nos sentimos nus, desiludidos, frustrados, tristes. No fundo faz tudo parte da nossa capacidade de gerir expectativas, e isto não é claramente uma capacidade que nasça connosco, aprende-se dizem. Uns mais cedo que outros, uns mais rápido, outros mais lentos mas custa a enraizar-se em nós. Acho que não é fácil para ninguém agir, confiar ou sequer viver sem criar expectativas. Todos criamos as nossas, umas mais pragmáticas, outras mais idealistas mas todos as temos, e muitas vezes a desilusão, frustração, desconfiança vem da nossa incapacidade de saber gerir expectativas.
Precisamos de confiar para viver de forma equilibrada. Confiar em nós (principalmente), na nossa família, namorado, marido, cão, gato, no nosso Trabalho e em quem trabalha connosco, e claro nos nossos amigos. Sem esta base qualquer relação se torna meio cizento-rato, fria, distante e acaba por se perder no tempo. É importante mantermos a cabeça e o coração com a janela aberta e os olhinhos também porque há muito boa gente que não quer ver/aceitar a realidade acreditando somente naquilo que criou na sua cabeçinha. Mesmo assim  acredito que vale a pena correr o risco de confiar e desiludir-me do que não confiar e viver na expectativa, mas isto sou eu.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Patrão fora dia santo na Loja

Pois que ele foi para Amesterdão ver a paixão dele e eu fiquei cá com o coração nas mãos a pensar na viagem de carro de quase 24 horas. Mas confesso que já estou a tirar proveito da minha casinha só para mim, nomeadamente da cama, da televisão e da casa de banho de manha. Pequenos privilégios que estou a curtir antes do "patrão" regressar. Também estou a aproveitar para por a leitura em dia, começar finalmente a fazer um plano de negócios e marcar os malditos cafés que andam pendentes há tanto tempo. Ha que tirar a barriga da miséria durante os próximos 5 dias! Também sabe bem estar sozinha, fazer as coisas ao meu tempo e outros programas de gaja. No fundo ser egoísta e todos precisamos de o ser um bocadinho e as vezes podemos cair no erro de nos esquecer disso.
Claro que com o passar dos dias as saudades começar a bater a porta, a cama vazia ja não sabe tão bem, chegamos a conclusão que e bom termos companhia a mesa, entre outras coisas. Mas faz parte, faz parte ter saudades sejamos novos ou velhos, estejamos juntos há muito ou pouco tempo. Porque no fundo todos gostamos de ter a companhia da nossa (suposta) cara-metade. Mas saber lidar com a saudade, a distância e o tempo também definem e determinam um relacionamento. E de repente dei por mim a pensar se esta ausência fosse mais regular, se ele tivesse de ir para outra cidade ou pais trabalhar (que começa a ser uma hipótese viável) como seria a nossa relação? Como e que eu iria reagir? Ficava ou ia? Será que a distância muda totalmente uma relação? Sobreviveríamos? Quem sabe...

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Atenção!


Os homens deviam apreender que há determinadas alturas do mês da "mulher" em que têm que ter o dobro da paciência, serem mais sensíveis que nunca e evitarem contrariar-nos. Evitam-se muitas chatices se vocês, homens, conseguirem ligar este chip uma vez por mês. Não se preocupem que passado uns dias podem desligar e volta tudo ao normal, sim?

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Perspectivas quadradas #2


Adoro o facto de ele me fazer rir... de aturar as minhas birras do sono, perceber através de um olhar ou gesto que estou pensativa ou preocupada e outros pormenores só nossos... A cumplicidade que conseguimos construir ao longo do tempo é mágica. Há dias em que damos por nós a exclamar de admiração como é que passado estes anos todos gostamos ainda mais um do outro e somos genuinamente felizes.
É verdade que manter um relacionamento saudável não é tarefa fácil, exige muito trabalho e, como é natural, há dias em que não estamos para aí virados...Há dias em que só olhamos para o nosso umbigo, não temos paciência e só queremos estar sossegados e que o mundo se lixe.
Acho que não conheço um relacionamento perfeito, não há casais que não discutam, que não tenham maus dias ou fases menos boas, e se existem são extraterrestres! Um relacionamento dá trabalho, muito trabalho, trocando por miúdos dá-nos muitas dores de cabeça e ás vezes deixa-nos com os nervos em franja. Na verdade exige muito trabalho diário de ambas as partes mas em compensação os frutos que colhemos do que plantamos vale muito a pena. 
Costumo dizer que adoro ser comprometida, namorar, viver junto e essas "mariquices" todas. Também é verdade que já não sei o que é a vida de solteira mas também não a invejo nem sou saudosista  Claro que tem coisas boas mas confesso que olhando à minha volta cheguei à conclusão que muitas vezes vale mais estar sozinho do que mal acompanhado. 
Apesar de ser uma bruta de primeiro também tenho o meu "quê" de romântica e acredito no mais profundo íntimo do meu ser que não há ninguém que goste realmente de estar sozinho, podemos gostar um dia, dois ou um mão cheia deles mas a solidão não cai bem a ninguém e não há amigos que substituam ou compensem vivermos sem uma paixão, amor ou que quiserem chamar, na nossa vida.
Estar apaixonado, namorar e arrisco-me a dizer casar vale a pena. Claro que convém ser com a pessoa certa, e claro que isso é relativo como sabemos. Mas com isto não quero dizer que a pessoa certa é aquela com todos as características que sonhámos porque isso não existe. Como não existe amor ou paixão sem "sangue, suor e lágrimas". Naturalmente "passamos" por pessoas "erradas" até encontrarmos a pessoa "certa" e até há quem nunca a encontre mas acho que tentar vale sempre a pena, dentro do aceitável. Mas também acho essencial estarmos preparados para as consequências que o arriscar implica e andarmos com os olhinhos bem abertos e cabeça fresca para aceitar que cada pessoa tem a sua história, o seu tempo e personalidade que a condiciona. E quem não está para aí virado que se mantenha solteiro e não chateie nem faça a malta perder tempo.

Boa semana!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

sexta-feira, 15 de março de 2013

Amizades e amigos


Nos últimos dias tenho pensado o quanto muitas vezes as pessoas descuram as amizades em prol de um relacionamento. Ás vezes tendo consciência outras nem tanto. Tentam desculpar, disfarçam, dão desculpas ou simplesmente desligam-se naturalmente achando que os outros compreendem e que faz parte. Não é bem assim.
Os amigos são para as ocasiões como se diz é um facto, mas qualquer relacionamento precisa de ser alimentado. Um relacionamento amoroso não substitui ou compensa uma amizade. É certo que gerir bem o tempo não é fácil, é difícil conciliar tudo e estarmos com toda a gente. Até ver o dia só tem 24 horas e para além de dormir e outras coisas mais passamos a maioria do tempo a trabalhar.
Claro que existem prioridades e cada um sabe das suas. Mas quando as definimos temos de estar preparados paras as consequências. As pessoas não são descartáveis e não podemos desligar o botão dos amigos quanto estamos num relacionamento. Por mais apaixonados, encantados e felizes que estejamos. 
Os amigos verdadeiros serão sempre parte integrante da nossa vida e se os afastamos estamos a perder  também o quem somos com eles, e muitas vezes não temos discernimento para perceber isso. A percepção de que precisamos dos amigos, que eles são a família que escolhemos e que são pilares da nossa vida e quando abdicamos desses pilares naturalmente vamos desequilibrar toda a estrutura.
Nem sempre quem está ao nosso lado num relacionamento compreende a importância de manter as amizades vivas, de aceitar que existem outras esferas que não podem/devem ser eliminadas e que só somos felizes se conseguirmos equilibrar tudo. Mas é trabalho de cada de cada um de nós relembrar, reforçar e conseguir que quem ao nosso lado compreenda e aceite isso.
Acima de tudo acho importante ás vezes pararmos no tempo, olharmos à nossa volta, analisarmos a nossa postura e agirmos de acordo com a nossa consciência. Percepções e opiniões diferentes, orgulho, teimosia, vergonha e sei lá mais o quê não devem ser impeditivos de mantermos ou recuperarmos as nossas amizades. Todos erramos, ás vezes não conseguimos ver o erro ou aceitá-lo e resolvê-lo mas tentar não custa nada. 


Bom fim-de-semana! 
Sejam felizes.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Perspectivas quadradas #1


Podia usar diversos adjectivos como maravilhoso, gratificante, enriquecedor, para dizer como é bom vivermos com alguém que partilha os mesmo valores morais que nós, alguém que não tem medo de viver,que acredita nas pessoas e não tem medo de errar e de se desiludir. Ele inspira-me a ser uma pessoa melhor, a ultrapassar-me. Conheço poucas pessoas com um coração do tamanho do dele, pessoas autênticas que sabem valorizar o que realmente importa na vida.
Passado este anos todos aprendi entre várias coisas a saber ouvi-lo. A aceitar com humildade as críticas e conselhos de alguém que acima de tudo é meu amigo e consegue ser sincero e pragmático nas opiniões. É um amigo que aprendi a respeitar apesar das diferenças que existem e que soubemos ultrapassar ou pelo menos aprender a gerir.
Ele faz-me reflectir sobre as minhas atitudes. Desarma-me quando usa o pragmatismo que o caracteriza para me chamar à razão, quando me faz acreditar no impossível e me comove com actos de amizade com o próximo que já pouco se vê por aí. Gosto realmente da pessoa que ele é não só comigo mas com os outros. 
Não é perfeito nem gostava que fosse porque eu também não o sou. Mas sou feliz por partilhar a minha vida com uma pessoa como ele. Nunca procurei "o" príncipe encantado nem acredito em relações perfeitas mas acredito que há pessoas especiais por aí, pessoas que valem mesmo a pena conhecer, que mudam a nossa vida, que nos transformam e ficam para sempre no nosso coração.

E nos dias em que nada corre bem, em que chegamos cansados, sem confiança e esperança, ter alguém que nos conforta, acarinha e nos ama na mesma medida que nós amamos é das melhores sensações do mundo...

Bons sonhos, até amanhã.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Fotos, tesouros deprimentes (ou não).


Depois de andarmos a ajudar a mãe dele com as mudanças descobrimos alguns tesourinhos das nossas pessoas. Nomeadamente uns cd's com fotos nossas. Ainda não tenho a certeza se são tesourinhos deprimentes ou não...há fotos verdadeiramente assustadoras. A começar pelas roupas, calçado, cabelo...sei lá. A moda é algo incompreensível, se é que esta é a palavra certa.
Ao vermos as fotos depará-mo-nos com o facto incontornável de que temos uma história juntos única. Sentimos que estamos juntos desde sempre e a verdade é que já são duas mãos cheias...qualquer dia somos convidados para ir à "Júlia" ou à "Fátima" contar a nossa história. Uns dirão coisas como, "que horror" ou "oh que lindo" ou ainda "como é que é possível".  
A verdade é que somos genuinamente felizes e não, não estamos juntos por habituação, interesse ou qualquer coisa que possam estar a magicar. Claro que nem sempre foi um mar de rosas mas soubemos ultrapassar os momentos menos bons e ficarmos ainda mais fortes. Crescemos juntos, partilhamos os mesmo valores, ideias e objectivos. No fundo a nossa relação é baseada na amizade, confiança e cumplicidade e isso constrói-se com o tempo.
As fotos relembram-nos momentos, pessoas, sentimentos. Contam histórias e fazem-nos perceber o quanto é importante partilharmos a nossa vida com as pessoas que gostamos e gostam de nós. Também nos fazem olhar para trás e perceber que percorremos um longo caminho entre risos e lágrimas e que há pessoas que ainda permanecem ao nosso lado, os velhos amigos.

Amar e ser amada é um privilégio mas ter velhos amigos é uma bênção. Não os trocava por nada nem eles a mim, claro!

Boa noite e até amanhã.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Da gente que discute

Todos os casais discutem e nós obviamente não somos excepção. Raramente nos chateamos mas quando acontece não é brincadeirinha não. Das coisas que mais detesto é discutir sozinha, melhor dizendo falar para ao boneco. Acho que todos nós já tivemos alguma discussão em que sentimos que estamos a ter um monólogo que a outra pessoa pensa mas não fala e isso é deveras irritante.
A falar é que as pessoas se entendem, sempre defendi isso para o bem e para o mal. O silêncio não resolve nada. Muito menos virar as costas ou evitar a situação. E quando partilhamos a casa com alguém não podemos fugir ou dar um tempo. Claro que alguns dirão que há sempre a hipótese de sair porta fora para apanhar ar ou deixar para o dia a seguir em que as cabeças estão mais frescas,mas no nosso caso não acho que seja solução porque o que não é resolvido no momento acaba por regressar numa discussão futura.
Acho que com a experiência, convivência e idade os temas das discussões mudam, até porque com o avançar da idade a vida vai mudando e muda-nos também. Não discutimos as mesmas coisas que discutíamos há 5 anos nem da mesma forma. A evolução é natural mas também é preciso termos a consciência que para essa evolução existir é preciso trabalho, paciência e capacidade de adaptação. É importante não nos deixarmos embrulhar em discussões por pura teimosia, orgulho, desconfiança, má disposição ou insegurança. Há coisas que se dizem numa discussão que podem magoar de tal forma que mesmo perdoando podemos não esquecer. Agora, tudo depende da mentalidade de cada um e de como encaramos as relações.
Ninguém gosta de se chatear com a pessoa que gosta mas as discussões são inevitáveis e algumas vezes necessárias. Aprendemos sempre alguma coisa se tivermos dispostos a isso, principalmente aprendemos a evitar cometer os mesmos erros que nos levam a discutir. Acredito no poder do amor, da amizade, sinceridade e companheirismo para aguentar a "barraca" por mais que ela abane com intempestuosas discussões.

E o bom de discutirmos é podermos fazer as pazes!
Bons sonhos, até amanhã.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Noites assim...


Gosto destas noites em que ele está fora e eu posso ter a casa só para mim. Não ter de fazer jantar, aquecer o resto do almoço pegar num garfo e sentar-me à frente da televisão e desfrutar da minha música, novelas e séries sem qualquer remorso. Sabe bem de vez em quando estes momentos em que faço as coisas ao meu ritmo. Agora chegou a hora de fazer o chá de limão e comer os biscoitos preferidos dele e se tiver coragem ainda vou lá fora estender a roupa, ou então não.

Até amanhã. Bons sonhos!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

De candeias às avessas



Este foi daqueles fim-de-semanas em que andámos literalmente “candeias às avessas”. Não estivemos sintonizados na mesma frequência, pronto. Não sei se foi do tempo, se dormirmos pouco, ou se simplesmente estávamos ambos com pouca paciência.
A verdade é que todos temos dias maus e este fim-de-semana foi como se o tivéssemos passado todo a jogar ao “telefone estragado”. A comunicação não estava a funcionar e chateámo-nos por coisas desnecessárias e ninguém cedia, não fossemos nós um belo casal de teimosos orgulhosos.
Ele, como sempre, mais diplomata lá propôs tréguas. O conflito só cessou depois de fazermos uma pizza caseira (que estava deliciosa) e bebermos um copo de vinho. Lá nos rendemos às evidências que tínhamos ambos que baixar as armas e assinarmos o acordo de paz.
Não há relações nem pessoas perfeitas e nos dias mais cinzentos não podemos por tudo o que já foi construído em causa, é injusto. A comunicação, a cedência e o companheirismo são essenciais em qualquer relação. Com o tempo acredito que as pessoas vão evoluindo e com elas a relação porque voluntária ou involuntariamente todos os dias estamos a aprender e a crescer.

No fim tudo está bem quando acaba bem.