Mostrar mensagens com a etiqueta Desemprego. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Desemprego. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 21 de março de 2013

Um q de filosofia


Esta crise por que estamos a passar, uns mais que outros, tem-nos ensinado muitas coisas. Nomeadamente que a nossa felicidade (a minha e a dele porque "cada cabeça sua sentença") não deve nem pode depender de bens materiais. Claro que seria uma hipocrisia estar para aqui a dizer que o dinheiro não trás felicidade, porque trás e muita! Permite-nos ter e fazer um molho de coisas que gostamos, mas condicionar o conceito de "felicidade" a isto é muito redutor.
Quando cada um vivia na casinha da sua família estávamos bem distantes da realidade do que é gerir um orçamento familiar, principalmente ele. Agora que vivemos juntos tivemos que reeducar hábitos, ter restrições, aprender a gerir o dinheiro e acima de tudo prioridades para gastá-lo. Ser gestor não é fácil, aceitar certas constrangimentos que antes não existiam muito menos, pensar no casal e na casa antes de nós próprios é complexo inicialmente, mas faz parte do processo. É tudo uma questão de mentalidade e maturidade também.
Já passei pelo desemprego e agora, infelizmente, é ele. Viver com este fardo custa bastante porque envolve muita coisa que nem todos os dias conseguimos gerir e digerir. É duro para o desempregado e para quem está ao lado. Há dias pretos, cinzentos e mais coloridos. E enquanto casal é essencial haver união, paciência e força para que esta situação não afecte mais do deve a relação.
Com tudo o que temos passado nos últimos tempos aprendemos a apreciar mais e melhor o que a vida nos oferece e que é muito. Mas muitas vezes estamos tão focados no nosso umbigo, nas nossas preocupações e desejos que nos esquecemos de ver o que está à nossa volta e que é único e precioso.
Claro que somos todos diferentes, temos perspectivas, experiências, maturidade e objectivos diferentes. Cada pessoa compreende a felicidade à sua maneira e não pior nem melhor por isso. É importante saber respeitar as diferenças e não julgar as pessoas. E acima de tudo sermos felizes, lutarmos pela nossa felicidade seja o que for e esteja onde estiver.

E que comece a contagem decrescente para sexta-feira!

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Desemprego


Alguém me quer oferecer emprego? Gostava muito de trabalhar mas por favor senhores empregadores não ofereçam o ordenado mínimo porque eu e mais uns milhares de portugueses desempregados temos uma renda e contas para pagar e já agora também precisamos de nos alimentar.
Recentemente faço parte dos 15,7 % de desempregados deste país (últimos dados do Eurostat). Trabalho desde os 18 anos e é a primeira vez que fico literalmente desempregada. A minha história é mais uma no meio de tantas, infelizmente depara-mo-nos diariamente com pessoas que voluntária ou involuntariamente ficaram desempregadas.
Opções há quem diga que são muitas. Emigrar? não é uma opção para já, mais tarde quem sabe. Lojas, supermercados ou call centres? Talvez mentido nas habilitações académicas e profissionais. Porque existe uma real discriminação nas candidaturas em relação às habilitações académicas e profissionais o que dificulta ainda mais as coisas para quem quer realmente trabalhar.
Também está na moda montar o próprio negócio. Já pensei nisso, até tive uma boa e grande ideia mas quando me fui informar e fiz contas percebi que a  ideia era demasiado ambiciosa e seriam precisos alguns milhões que o Banco não me iria dar para por o projecto de pé. Precisaria de sócios investidores. A ideia fica na gaveta.
Infelizmente não me posso dar ao luxo de recusar nenhum emprego nem afirmar como muita gente (e que tem a sua razão) que não andou a tirar um curso superior para trabalhar numa loja ou algo do género. Também não tenho um namorado que me possa sustentar nem pais que me possam ajudar, infelizmente.
Fico com um nó na garganta por saber que há famílias que estão a passar grandes dificuldades, crianças e jovens que estão a crescer com muitas limitações principalmente ao nível da alimentação e educação. Famílias monoparentais que estão sobreendividadas, casais que mesmo ambos trabalhando não conseguem fazer face aos encargos. Pessoas reais que mesmo com vidas complicadas conseguem sorrir, ter esperança e amor para dar.
Neste momento resta-me arregaçar as mangas, ter perseverança e confiança. Não há mal que dure para sempre e quem muito procura acaba por achar, dizem os ditados populares. Até lá se me quiserem dar algumas dicas de gestão do orçamento familiar, agradeço.

Creio que depois desta experiência vou pedir numa conhecida universidade o diploma de mestrado em gestão. Eu e mais uns milhares de portugueses que são uns verdadeiros heróis.